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“Papaya”: animação brasileira faz história com seleção no Festival de Berlim e conquista mercado internacional

A animação brasileira Papaya, dirigida por Priscilla Kellen, segue conquistando espaço no cenário global e se firmando como um dos projetos mais promissores da nova geração de filmes nacionais. Depois de sua estreia no Festival do Rio em 2025, o longa garantiu direitos de vendas internacionais com a empresa belga Best Friend Forever e também foi comprado pela distribuidora francesa Gebeka Films, que planeja lançá-lo na França em 2026

Mas a trajetória da pequena semente apaixonada pela ideia de voar vai ainda mais longe: Papaya se tornou o primeiro longa de animação brasileiro selecionado para a programação oficial do Festival Internacional de Cinema de Berlim 2026, integrando a seção Generation Kplus, que destaca produções voltadas ao público jovem e familiar. Esta conquista marca um marco histórico para a animação nacional em eventos de prestígio no exterior.

O filme, que não usa diálogos e aposta em uma estética visual única inspirada na arte latino-americana, acompanha a jornada de uma pequena semente de mamão pela floresta amazônica, que precisa seguir em movimento para não criar raízes até descobrir que justamente as raízes podem ser sua maior força. A direção de arte e narrativa sensível chamaram a atenção de críticos e distribuidores, que destacam a capacidade do longa de falar com públicos de diferentes idades e culturas.

Além da Berlinale, Papaya já passou por outros festivais brasileiros importantes, como o Festivalzinho em Brasília e deve integrar a programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. No Brasil, sua distribuição está a cargo da Cajuína Audiovisual.

A produção é da Boulevard Filmes em coprodução com o Birdo Studio, Alê Abreu, que também atua como supervisor artístico e a própria Kellen. A animação reforça a presença crescente de obras brasileiras em circuitos internacionais, em um momento em que o cinema de animação do país ganha cada vez mais visibilidade no exterior.

Com sua estética ousada, Papaya promete ser um dos destaques da safra brasileira de animação em 2026, abrindo portas para futuros projetos nacionais no mercado global e consolidando a força criativa dos estúdios brasileiros no mapa do cinema mundial.

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Hortência é profissional de Letras, educadora, tatuadora e mãe. Apaixonada por arte e cultura, une seus múltiplos interesses que vão da cultura pop à gastronomia para produzir conteúdos variados e criativos.

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