Arqueólogos japoneses recentemente descobriram 143 geoglifos na Linha de Nazca, no Peru, e são fundamentais para a compreensão da civilização nazca. Alguns tem formas humanas, de animais, plantas e outras intrigaram os cientistas: seres míticos humanoides cujos significados serão estudados.

Os pesquisadores acreditam que os desenhos encontrados foram criados entre os anos de 100 a.C. e 300 d.C. A descoberta foi feita a partir da análise de imagens de satélite de alta resolução capturadas no deserto, e depois com estudos de campo, entre 2016 e 2018.

Como a maioria tinha sido apagada pela erosão e passagem do tempo, eles usaram os dados e processamentos das imagens para realizar projeções das figuras. A partir daí, os resultados foram reconstruídos com a ajuda de uma IA.

“O estudo explorou a viabilidade do potencial da inteligência artificial para descobrir novas linhas e introduziu a capacidade de processamento de grandes volumes de dados por meio de IA, incluindo fotos aéreas de alta resolução em alta velocidade”, explica a equipe.

 A maioria dos desenhos mede mais de 100 metros de ponta a ponta – um pouco maior do que a Estátua da Liberdade, para você ter uma ideia. O menor tem 5 metros.

Os pesquisadores dividiram os desenhos em dois grupos para facilitar a identificação, sendo que cada um tem um propósito diferente.

Grupo A – seriam utilizados para rituais

Desenhos lineares e maiores, medindo mais de 50 metros cada um

Acredita-se que foram feitos entre os anos 100 e 300 d.C.

Grupo B – pontos de referência para viagens

Possuem estruturas mais complexas e tamanho menor, medindo menos de 50 metros

Mais antigos, foram produzidos por volta de 100 a.C., ou em períodos anteriores

“Segundo os pesquisadores, todas as figuras foram criadas com a remoção de rochas negras que cobriam o terreno, expondo a areia embaixo”, explicou a equipe japonesa.

Lhamas, macacos, cobras, humanoides míticos e humanos são alguns dos geoglifos descobertos no Peru pelos arqueólogos recentemente.

As Linhas de Nazca compreendem uma área de 517 quilômetros quadrados em um deserto, onde centenas de geoglifos foram criados pela civilização nazca entre 500 a.C. e 500 d.C.

Ainda não se sabe exatamente qual a finalidade dos desenhos, mas eles ainda intrigam cientistas por estarem localizados em um dos desertos mais áridos do mundo, e também pelas suas proporções gigantescas – os desenhos só podem ser vistos completamente de visões aéreas.

Descobertas em 1927, as linhas foram descritas pelo pesquisador Paul Kosok como “o maior livro astronômico do mundo”, que marcava os solstícios do verão. Mas já haviam sido mencionadas pelo conquistador espanhol Pedro Cieza de León em 1553, que os confundiu com marcadores de trilha.

Os geoglifos integram uma reserva arqueológica e é parte do Patrimônio Cultural da Nação do Peru desde 1993. Também foram classificados pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial em 1994.

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