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Tesla Robotaxi tem dificuldade para detectar gatos à noite, admite Elon Musk

A Tesla enfrenta um desafio curioso para ampliar o funcionamento de seus robotáxis durante a noite: evitar atropelamentos de animais pequenos que ficam difíceis de enxergar no escuro. O próprio Elon Musk reconheceu que a tecnologia ainda precisa melhorar nesse aspecto.

O executivo citou um exemplo específico para explicar o problema: gatinhos cinzentos caminhando sobre asfalto cinzento à noite. Quando o animal tem uma cor semelhante à da rua e existe pouca iluminação, as câmeras do veículo podem encontrar dificuldades para identificá lo com antecedência.

A declaração ocorreu em 3 de outubro, quando a empresa anunciou a ampliação do horário de funcionamento de seu serviço de robotáxis em Austin, no Texas, das 22h para as 23h. Apesar da extensão, a Tesla ainda trabalha para tornar as operações noturnas mais seguras.

Por que os carros têm dificuldade para enxergar animais?

Os veículos da Tesla utilizam câmeras e sistemas de inteligência artificial para interpretar o ambiente ao redor. Essa abordagem permite identificar pistas, outros automóveis, pedestres e obstáculos, mas também apresenta limitações em determinadas condições.

As câmeras dependem da luz refletida pelos objetos para formar imagens. Quando está escuro e existe pouco contraste entre um animal e o asfalto, fica mais difícil distinguir sua silhueta do ambiente.

O problema não se limita aos gatos. Cães pequenos, animais silvestres e outros obstáculos de tamanho reduzido também podem ser difíceis de identificar quando aparecem repentinamente na pista.

Elon Musk aposta em inteligência artificial para melhorar a visão

Musk afirmou que o processamento das imagens por inteligência artificial pode ajudar a melhorar a capacidade das câmeras de identificar objetos em ambientes escuros.

Segundo o executivo, a análise da quantidade de fótons captados pode permitir que o sistema aproveite melhor as informações disponíveis nas imagens. A proposta é extrair detalhes que facilitem o reconhecimento de animais mesmo quando a iluminação é limitada.

Entretanto, a declaração não significa que o problema já tenha sido resolvido. A empresa continua trabalhando para melhorar a detecção de obstáculos antes de ampliar ainda mais o funcionamento noturno dos robotáxis.

Outros carros autônomos utilizam sensores diferentes

A estratégia da Tesla contrasta com a de empresas que combinam câmeras com tecnologias adicionais, como lidar e radar.

O lidar utiliza pulsos de laser para medir distâncias e mapear objetos em três dimensões. O radar emprega ondas de rádio para detectar obstáculos e estimar seu movimento. Esses sistemas podem complementar as imagens das câmeras em situações nas quais a iluminação ou o contraste são insuficientes.

A Waymo, empresa que também opera serviços de transporte autônomo, utiliza uma combinação desses sensores. A Tesla, por sua vez, aposta principalmente na visão computacional para interpretar o ambiente.

Isso não significa que sistemas com mais sensores sejam infalíveis. A segurança depende da qualidade dos equipamentos, do processamento das informações e da capacidade do veículo de reagir corretamente a situações inesperadas.

Segurança dos sistemas da Tesla está sob investigação

As dificuldades de percepção em condições adversas também fazem parte de uma investigação conduzida pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Estradas dos Estados Unidos, conhecida pela sigla NHTSA.

O órgão está analisando o sistema Full Self Driving da Tesla e sua capacidade de reconhecer situações de visibilidade reduzida, como neblina, poeira e ofuscamento. A investigação busca avaliar se o sistema identifica adequadamente essas condições e alerta o motorista com antecedência suficiente.

Essa apuração não representa uma conclusão de que o sistema seja defeituoso, mas mostra que o desempenho da tecnologia em situações de visibilidade limitada continua sendo uma questão importante para a segurança viária.

Robotáxis ainda precisam superar obstáculos

O reconhecimento de Musk evidencia um dos desafios da condução autônoma: não basta que o veículo consiga circular normalmente em ruas movimentadas. Ele também precisa reagir a situações incomuns, como um animal que atravessa a pista repentinamente.

A expansão do horário em Austin representa um avanço para o serviço, mas a operação durante toda a noite exige níveis adicionais de confiabilidade.

Por enquanto, a Tesla continua trabalhando para aprimorar seus sistemas de percepção. O objetivo é permitir que os robotáxis identifiquem obstáculos com segurança em uma variedade maior de condições, inclusive quando pequenos animais aparecem em locais pouco iluminados.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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