Michael Bornstein é uma criança que sobreviveu a Auschwitz, o campo de concentração nazista que dizimou milhares de judeus.

Ele foi a única criança, entre 52, que sobreviveu neste lugar infernal, e compartilha a sua experiência nessas circunstâncias horrorosas – e deixa uma mensagem importante para as futuras gerações.

Segundo o homem, “falar é mais recompensador do que ficar em silêncio”, então ele decidiu, depois de 70 anos, dizer o que ele tinha guardado em suas entranhas sobe o que aconteceu lá.

E a mensagem que ele deixa é algo de suma importância. Sobretudo no mundo atual em que vivemos, tomado pelo ódio e pelo desrespeito – um verdadeiro perigo para a humanidade como um todo.

“O Holocausto não começou matando milhões de judeus. Começou fazendo piadas sobre judeus, ciganos, sobre comunidades LGBT. Os nazistas, eles eram valentões (bullyes) e assassinos. Eu acho importante ser gentil com as pessoas. Eles o respeitarão se você os respeitar. A educação é o antídoto para o ódio que estamos vendo hoje. … O que eu diria a um negador ou a um nazista hoje? Bem, eu diria que o mal não venceu. O ódio não venceu.”

O vídeo faz parte de uma iniciativa da AARP sobre o aniversário de 75 anos da liberação do Campo de Concentração de Auschwitz em 28 de janeiro de 2020.

“Aqueles de nós que estavam lá precisam testemunhar o que acontece quando o mal e o fanatismo são ignorados. Eu definitivamente acho que algo como o Holocausto poderia acontecer novamente. Pessoas são pessoas, e existem ditadores neste mundo. Se eles precisam de um bode expiatório, eles podem encontrar um bode expiatório. E estou muito preocupado com um estudo de 2018 que descobriu que dois terços dos americanos com idades entre 18 e 34 anos não sabiam o que é Auschwitz. A única maneira de parar a divisão neste mundo é lembrar o que aconteceu e perceber que estamos juntos nisso.”

Uma criança que sobreviveu a Auschwitz

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