Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch já tinham química de sobra. Isso nunca foi dúvida. O que realmente chama atenção no programa E.T., novo humorístico do Multishow e do Globoplay, é como essa intimidade virou linguagem própria e definição de estilo.
O programa estreou em 19 de maio de 2026 e rapidamente virou assunto. A proposta é simples. Ou quase isso. Esquetes, improviso e sátiras sem compromisso com lógica ou roteiro rígido.
Mas o resultado vai além da ideia básica.
Um humor que nasce do caos
E.T. assume o caos como identidade. E funciona.
A dupla interpreta dezenas de personagens por episódio e transforma cada quadro em um espaço aberto. Não existe amarra. Tudo pode acontecer.
Essa liberdade cria um ritmo raro na TV atual.
O humor aparece quando a cena começa a desandar. Quando a piada se quebra. Quando os próprios atores riem da situação. Lembra um pouco um outro programa que foi ouro na Globo, o “Sai de Baixo”.
E é nesse descontrole que o programa encontra sua força.
Improviso no lugar de fórmula
O programa parece entender algo que muita comédia recente esqueceu. Não precisa explicar a piada.
A estrutura de esquetes ajuda porque não engessa. Cada quadro funciona como um laboratório criativo. Tatá e Sterblitch entram, testam, interrompem, reagem e seguem em frente.
O improviso, que sempre foi um dos pontos fortes dos dois, se torna o coração da atração. E isso faz diferença.
Personagens, paródias e liberdade total
Ao longo dos episódios, a dupla encarna uma variedade enorme de figuras. São mais de 200 personagens ao longo da temporada.
Mas o curioso é que o programa não depende deles.
Os personagens são apenas o ponto de partida. A graça está no que acontece durante a cena. Nos desvios. Nos erros. No improviso puro.
Estreia já mostrou o tom
O primeiro episódio deixa claro o que esperar.
Esquetes com participações especiais, imitações e situações absurdas ajudam a construir o clima.
Mas o destaque mesmo é quando tudo sai do controle. Quando os dois começam a quebrar o ritmo e transformar a cena em outra coisa.
É nesse momento que o programa realmente acontece.
Nostalgia sem parecer cópia
Existe um ar de nostalgia em “E.T.”.
Não por imitar formatos antigos. Mas por resgatar um espírito de humor mais livre, sem medo do nonsense.
Lembra a televisão em um período em que o absurdo tinha mais espaço. Quando rir não precisava vir embalado em explicação ou crítica pesada.
Ou quando Tatá e Edu iniciavam suas carreiras, na MTV e no Pânico na TV.
Um sopro de frescor no humor brasileiro
E.T. surge em um momento importante para a comédia nacional.
A atração rejeita o excesso de cálculo e aposta em algo mais orgânico. Dois artistas em cena, confiando um no outro e no improviso.
O resultado é fresco. É caótico. E, principalmente, divertido.
Por que E.T. pode se tornar referência
Logo na estreia, o programa mostrou potencial para marcar uma nova fase do humor na TV.
A repercussão nas redes já indica isso. Trechos viralizaram rapidamente e o público destacou justamente a espontaneidade da dupla.
Vale a pena conferir. Está disponível na Globo Play e no Multishow.
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