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EUA admitem armas em órbita e Força Espacial pede orçamento recorde

Os Estados Unidos confirmaram publicamente, pela primeira vez, que possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita. A revelação foi feita por autoridades militares durante uma conferência realizada em Maryland.

A confirmação acontece em meio ao aumento das capacidades espaciais de China e Rússia e enquanto a Força Espacial americana busca um orçamento recorde para o próximo ano fiscal.

Força Espacial confirma armas no espaço

O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, afirmou que o país possui sistemas classificados como armas de controle espacial em órbita.

Pouco depois, o general Douglas Schiess, chefe de operações espaciais dos EUA, reforçou a informação. Segundo ele, os equipamentos podem ser utilizados para proteger forças militares contra ataques realizados com apoio de sistemas espaciais.

As autoridades, porém, não revelaram quantos equipamentos existem nem explicaram exatamente como funcionam. Também não foi esclarecido publicamente se os sistemas possuem capacidade física de destruir outros objetos em órbita.

Tecnologia pode incluir diferentes tipos de sistemas

O termo controle espacial abrange diferentes capacidades militares. Entre elas estão sistemas destinados a proteger satélites, interferir em sinais e impedir que equipamentos adversários sejam utilizados de maneira eficaz.

Documentos orçamentários americanos mostram que a Força Espacial vem ampliando investimentos nessa área. Para o ano fiscal de 2027, o pedido inclui US$ 21,6 bilhões para sistemas de controle espacial, um aumento de 158% em relação ao orçamento do ano anterior.

Isso não significa que todo esse dinheiro será destinado a armas orbitais. O orçamento engloba diferentes capacidades necessárias para disputar e controlar o domínio espacial.

Orçamento da Força Espacial pode mais que dobrar

O pedido de orçamento para a Força Espacial chega a aproximadamente US$ 71,1 bilhões para o ano fiscal de 2027.

O valor representa um aumento de cerca de US$ 39,5 bilhões em relação aos US$ 31,7 bilhões aprovados para 2026. Grande parte do crescimento está concentrada em pesquisa e desenvolvimento, além da aquisição de novos sistemas.

O plano também prevê aumentar o efetivo militar da Força Espacial em 2.800 pessoas.

Satélites continuam no centro da estratégia

Apesar da atenção dada às armas orbitais, grande parte dos investimentos está relacionada à proteção e expansão da infraestrutura espacial.

O orçamento prevê recursos para comunicação por satélite, alerta e rastreamento de mísseis, lançamento de veículos espaciais, monitoramento do ambiente orbital e sistemas de posicionamento e navegação.

A proposta também busca tornar a rede de satélites mais resistente a possíveis ataques ou interferências. Uma das estratégias é utilizar constelações distribuídas em diferentes órbitas, reduzindo a dependência de poucos equipamentos.

China e Rússia são citadas como principais desafios

As autoridades americanas justificam parte do aumento dos investimentos pelo avanço das capacidades espaciais de outros países.

China e Rússia vêm desenvolvendo tecnologias capazes de ameaçar satélites e outros sistemas utilizados para comunicação, navegação, vigilância e operações militares.

A confirmação pública de armas em órbita representa uma mudança na forma como os Estados Unidos falam sobre suas capacidades militares no espaço. O próprio chefe da Força Espacial afirmou que chegou o momento de reconhecer publicamente que esses recursos já existem.

Congresso ainda precisa aprovar o orçamento

O valor solicitado pela Força Espacial ainda não está garantido. O orçamento depende da aprovação do Congresso americano.

Enquanto isso, parte dos programas da organização está enfrentando limitações provocadas pela ausência de um orçamento definitivo para o ano fiscal de 2027.

A combinação entre novas armas, sistemas de defesa, satélites e investimentos em tecnologia indica que o espaço passou a ocupar um papel cada vez mais importante no planejamento militar dos Estados Unidos.

Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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