O céu virou espetáculo em diferentes cantos do planeta em 2025, e fotógrafos estavam prontos para registrar o momento. As imagens reunidas na edição mais recente do concurso Northern Lights Photographer of the Year mostram auroras em sua forma mais intensa, colorida e dramática, aproveitando um período raro de alta atividade solar. De florestas cobertas de neve a formações rochosas à beira do mar, os registros revelam como a dança das luzes se transforma quando encontra paisagens tão distintas.

Embora muitos cliques tenham sido feitos em regiões próximas ao Ártico, onde a aurora boreal é presença frequente, parte das fotos chama atenção justamente por vir de lugares menos óbvios. Há registros feitos bem mais ao sul do que o habitual e até no hemisfério oposto, onde o fenômeno recebe o nome de aurora austral. Um dos exemplos mais marcantes mostra dois enormes blocos de pedra no litoral de Victoria, na Austrália, envolvidos por um brilho rosado intenso que parece ter saído de outro planeta.

O ano foi especialmente favorável para observar auroras porque o Sol atingiu o chamado máximo solar, uma fase que acontece aproximadamente a cada 11 anos. Durante esse período, que dura cerca de um ano, o astro passa por uma inversão de seus polos magnéticos e entra em um estado de maior instabilidade. É justamente nessa fase mais turbulenta que as tempestades solares se intensificam, aumentando a frequência e a força das auroras e tornando possível vê-las em regiões onde normalmente não aparecem.

Aqui na Terra, esse show de luzes acontece quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com a atmosfera. O resultado é um espetáculo em movimento, com cores que variam entre verde, roxo, magenta, azul e vermelho. Algumas auroras se estendem como cortinas ondulantes que atravessam o céu, enquanto outras formam espirais, feixes de luz ou explosões que lembram estrelas em expansão.

O Northern Lights Photographer of the Year, organizado pelo projeto Capture the Atlas, tem como objetivo dar visibilidade tanto a fotógrafos consagrados quanto a novos talentos, além de destacar cenários onde as auroras não são tão comuns. Todos os anos, a curadoria seleciona as 25 melhores imagens e as publica em seu site, criando um verdadeiro mapa visual da relação entre a Terra e o Sol.






O resultado é uma coleção que vai muito além da beleza estética. As fotos ajudam a entender como eventos solares moldam experiências visuais únicas ao redor do mundo e reforçam que, mesmo em plena era digital, ainda existem fenômenos naturais capazes de surpreender até os olhos mais experientes. Para quem gosta de astronomia, fotografia ou simplesmente de paisagens de tirar o fôlego, essa seleção é um lembrete poderoso de que vale a pena olhar para o céu.
Veja mais natureza!