Michael Jackson voltou ao topo da música mundial. Dezessete anos depois de sua morte, o Rei do Pop se tornou o artista número 1 em streaming no mundo, superando nomes como Justin Bieber, BTS, Bad Bunny e Taylor Swift. O feito aparece no ranking global da Kworb referente a maio de 2026.
Segundo os dados, Michael lidera o Global Digital Artist Ranking, que reúne resultados de plataformas como Spotify, Apple Music, YouTube, iTunes, Shazam e Deezer. A vantagem sobre o segundo colocado chega a milhares de pontos, algo raro mesmo entre artistas em plena atividade.
O impacto do filme “Michael”
O principal gatilho dessa explosão é o lançamento do filme biográfico Michael. Dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o longa chegou aos cinemas no fim de abril e rapidamente se transformou em um fenômeno global.
Desde a estreia, clássicos como Billie Jean, Beat It, Thriller e Bad voltaram a aparecer com força nas playlists e nos rankings internacionais. Algumas faixas saltaram dezenas de posições em poucos dias, impulsionadas pelo interesse de novas gerações.
Domínio além do Spotify
Apesar de o Spotify ser a plataforma mais popular, os números mostram que Michael Jackson domina quase todos os serviços digitais. Ele ocupa o primeiro lugar em Apple Music, iTunes, YouTube, Shazam e Deezer. Apenas no Spotify aparece ligeiramente atrás de Justin Bieber, mesmo assim com números históricos para um artista sem lançamentos recentes.
O ranking de maio coloca Michael à frente de grandes potências atuais da música. Justin Bieber aparece em segundo lugar, seguido por BTS, Bad Bunny e Taylor Swift completando o top 5.
Um fenômeno raro na era digital
Especialistas destacam que esse tipo de retorno é incomum na lógica do streaming, normalmente dominada por lançamentos novos. No caso de Michael Jackson, todo o crescimento vem de um catálogo lançado décadas atrás. Mesmo assim, o consumo compete de igual para igual com artistas que estão constantemente nas redes, em turnês e lançando músicas inéditas.
O sucesso em 2026 reforça a força cultural do artista. Mais do que nostalgia, os números indicam descoberta. Muitos jovens estão ouvindo Michael Jackson pela primeira vez, a partir do interesse despertado pelo cinema.
Quase duas décadas depois, o Rei do Pop prova mais uma vez que sua música continua atravessando gerações. E, pelo menos por agora, ninguém conseguiu segurar esse retorno ao topo.
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