A Netflix resolveu aposentar discretamente uma das funções mais úteis para quem curte assistir no conforto da telinha grande: a opção de transmitir conteúdo diretamente do celular para a TV.
A mudança começou a ser percebida no meio de novembro, quando o ícone de “Cast” simplesmente sumiu dos aplicativos para iOS e Android. Dias depois, já estava claro que não se tratava de um erro, era definitivo.
Agora, segundo a própria página de suporte da Netflix, a função não é mais compatível com a maioria das TVs e dispositivos que dependiam do Google Cast. O recado é simples: se quiser ver algo na TV, abra o app da Netflix diretamente no aparelho e use o controle remoto.
O impacto é grande. Chromecast mais recentes, o Google TV Streamer e uma boa quantidade de smart TVs perderam a compatibilidade. Só modelos mais antigos continuam funcionando, como as versões clássicas do Chromecast sem controle e algumas TVs com Google Cast embutido.
Mesmo assim, há limitações: usuários do plano com anúncios não podem transmitir de jeito nenhum, e quem assina os planos padrão ou premium só consegue usar a função nos aparelhos antigos ainda suportados.
A Netflix não deu uma justificativa completa ao público, mas em mensagens enviadas a alguns usuários afirmou que o recurso era pouco usado e que, de tempos em tempos, desativa funcionalidades menores para focar no que considera mais importante.
A decisão lembra o movimento de 2019, quando a empresa aposentou o suporte ao AirPlay da Apple alegando inconsistências técnicas.
Para muita gente, o casting era essencial, especialmente em viagens. Em hotéis e Airbnbs, bastava usar o próprio celular para começar a assistir sem precisar fazer login em TVs desconhecidas.
Outros usavam o recurso para iniciar algo na tela pequena e continuar na televisão com um toque. Agora, a única solução é entrar com a conta em cada aparelho ou torcer para ter um Chromecast antigo por perto.
A mudança empurra os usuários para um ambiente mais controlado, totalmente dentro dos aplicativos oficiais da Netflix nas TVs. Assim, a empresa mantém um domínio maior sobre como o conteúdo é exibido, quais recursos aparecem e como os anúncios funcionam.
O problema é que, para quem se acostumou com a praticidade de transmitir com um toque, a experiência ficou menos ágil, e mais frustrante.
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