Lendário e Pink Floyd são palavras que caminham juntas. Mas quando pensamos no Pulse do Pink Floyd, lendário talvez não seja o suficiente. Histórico? Épico? Talvez todas estes adjetivos juntos façam jus ao que o filme significa para a história da música e para os fãs da banda.

Lançado em 1995 como VHS e em 2006 como DVD, agora uma versão remasterizada do filme com som surround 5.1 está disponível no canal do YouTube da banda. Para nosso deleite, outros materiais raros e inéditos devem ser divulgados nas próximas semanas.

O projeto tem o mesmo intuito que tantas bandas têm encontrado para dar acalento aos corações confinados da quarentena: música.

Que não vêm só como entretenimento, mas como uma verdadeira aula sobre a jornada de determinado grupo e seu lugar no tempo e espaço da história da música, muitas vezes representando uma cultura de determinada época.

Além de tudo, a iniciativa da banda faz parte de uma campanha de arrecadação para fundações de combate à pandemia do novo coronavírus.

Gravado em 1994, o Pulse apresenta uma setlist de nada menos que 22 músicas do Pink Floyd, sob a turnê The Division Bell, que divulgava o segundo álbum da banda gravado sem Roger Waters.

Filmado na arena Earls Court, em Londres, o filme apresenta, além das faixas de The Division Bell e outros discos, todas as músicas do álbum The Dark Side of the Moon, de 1972, e os componentes visuais usados nos shows da turnê do álbum, que nunca foram filmados, na década de 70.

A nova versão foi re-editada em um vídeo de 90 minutos, com performances de outras músicas em vídeos individuais, como Shine On You Crazy Diamond e Coming Back to Life.

No canal do Pink Floyd, a banda também divulgou gravações que estão no box The Later Years, uma coletânea que reúne materiais da banda desde 1987.

Para os fãs de longa data, pode ser uma experiência muito pessoal rever e acompanhar as transformações das mídias digitais do filme. Mas se você caiu de paraquedas no Pulse, talvez entenda que o que eu disse no começo do texto está longe de ser exagero.

A música é o motor da vida para muitos, e deveria ser para todos. Talvez este seja um momento oportuno para que iniciativas como esta do Pink Floyd atinjam novas gerações de amantes da música, ou para aqueles que saíram do fluxo frenético da vida moderna possam finalmente relaxar e aproveitar um outro contato com a música.

Para os nossos dias de confinamento, não vejo melhor definição do que esta de Aldous Huxley.

“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música”.

https://youtu.be/hokGXqEsCXk
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