The Outer Worlds, o novo game lançado pela Obsidian (Fallout: New Vegas, South Park: Stick of the Truth), parece ser simplesmente fantástico quando você começa a jogar.

Os gráficos, a parte técnica, a ambientação, as cores, os personagens, os diálogos, a exploração, as armas e o mundo em geral prendem o jogador de uma forma espetacular. Você não vai querer tirar os olhos da tela, e cada vez mais vai querer saber o que acontece naquele mundo caótico que é o de Bonança.

Porém, à medida que o jogo se desenvolve, as coisas mudam.

E mudam drasticamente.

Apesar de oferecer diversão de sobra no início e meio, a parte que caminha para o final é lamentável, para dizer o mínimo.

E a gente explica o porquê.

The Outer Worlds | Review: Não entrega NADA do que aparenta

Um mundo com grande potencial de exploração… mas só potencial

A princípio, somos jogados a um mundo que parece ser enorme. Vários planetas, locais para descobrir, viajar com a nave, personagens para conhecer, conversar, descobrir.

Isso tudo cria uma sensação de imersão a qual a gente acaba achando que o jogo será um mundo vasto e interessante a ser explorado.

Principalmente pelos personagens e pelos diálogos, imaginamos que as missões se desenvolveriam de forma gradual, e uma verdadeira relação com os NPC’s são criadas ao longo da jornada.

Seria um Mass Effect em primeira pessoa?

Mera ilusão.

Tudo o que você faz, escolhe, não muda de forma significativa a história. Tampouco traz consequências realmente interessantes.

Você pode simplesmente escolher matar todo mundo que nada demais vai acontecer. Pode roubar, causar o caos e sair sem grandes consequências.

Quando nos deparamos com as missões, a gente imagina que aquilo vai se transformar em algo grande, majestoso.

The Outer Worlds | Review: Não entrega NADA do que aparenta

Surprise, Motherf****: Não é NADA do que você imaginou!

Toda a construção do mundo é talhada nos mesmos moldes que jogos como Fallout. Ou seja, você imagina que terá um vasto, diverso mundo para explorar, viver, criar inimizades, fazer algo significativo.

Só que não.

Toda essa construção leva você a lugar nenhum. O mundo a ser explorado é simplesmente vazio.

Só parece que há muitos locais e planetas para serem explorados. Mas eles ficam inacessíveis. E quando é acessível, não há vida, não há variedade de criaturas, não há chefões!

Todos os itens, como armas e armaduras, parecem os mesmos. Inclusive não há muita utilidade em saquear baús e encontrar itens, já que você pode aprimorar sua armadura ou arma pagando uma pequena quantidade de dinheiro. E pode continuar com as mesmas até o final do jogo sem grandes problemas.

Depois de um tempo, você percebe que todos os itens que você passou horas coletando para vender, usar ou transformar, não serviram para nada. Tampouco o dinheiro acumulado vendendo esses itens.

Todas as escolhas que você faz de fato não importam. A história segue a mesma. Só mudam os diálogos.

Há diversos tipos de facções para ser amigo ou inimigo, mas isso não é significante para a jogabilidade como um todo.

A história principal do jogo é ridiculamente curta. De repente, você está na última missão. E adivinhe: a última missão oferece ZERO desafio.

Conseguimos vencer os últimos inimigos com poucos tiros e nem ao menos ter metade da barra de vida drenada.

A gente ficou se perguntando se de fato aquilo era mesmo a sequência final ou não.

Quando as narrativas se concluem e o final acontece no estilo de um jogo de luta como Street Fighter (onde só texto e fotos aparecem), ficamos simplesmente chocados com a conclusão pobre e miserável de um game que tinha um enorme potencial.

Aí surgem as perguntas: “O orçamento foi baixo?”, “Fizeram o jogo com pressa?”, “O que aconteceu?”.

Mesmo concluindo todas as missões secundárias e explorando o jogo completamente, não passa de 20 a 25 horas de um jogo vazio e sem vida.

Um mistério paira sobre as decisões de desenvolvimento deste game, que era para ser um dos melhores títulos lançados neste ano, e resultou em um grande fracasso.

The Outer Worlds | Review: Não entrega NADA do que aparenta

A conclusão sobre The Outer Worlds

Se você for jogar pelo Xbox GamePass, que oferece o jogo gratuitamente (já que você paga uma assinatura), vale super a pena. De fato. Pelo contrário, pagar R$ 249 neste jogo é simplesmente jogar dinheiro fora.

O seu bolso, o seu ânimo e o arrependimento com certeza vai bater na sua cara quando você chegar ao final deste jogo. Basicamente a conclusão da história te dá um soco na cara e vai ao contrário de tudo o que o jogo construiu para você ao longo da narrativa.

A sensação é de enganação.

Portanto, se você pretende desembolsar essa grana neste título, saiba que ele não é tudo isso. Aliás, não é NADA disso.

Claro, tem seus méritos. Mas o produto final deixa muito a desejar.

Veja mais sobre games!

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