O espaço é certamente perigoso. E um novo estudo revela que é mais perigoso do que imaginávamos: as viagens espaciais danificam células que lutam contra o câncer.

Pesquisadores da Universidade do Arizona analisaram oito amostras de sangue de astronautas que passaram cerca de seis meses ou mais na Estação Espacial Internacional e comparou com o de outras pessoas.

De que forma as viagens espaciais danificam células

A descoberta foi que as células dos astronautas foram danificadas no quesito de habilidade de lutar contra algumas doenças, incluindo a leucemia.

Esta pesquisa foi financiada pela própria NASA e publicada no Journal of Applied Physiology. Os pesquisadores descobriram que a função dos glóbulos brancos responsáveis pelo combate aos vírus comuns e às células cancerosas – as chamadas células “natural killer” (NK) – foi significativamente prejudicada entre os astronautas.

Depois de apenas 90 dias no espaço, a capacidade dos astronautas de combater a leucemia foi reduzida em 50%.

“O que a NASA e outras agências espaciais estão preocupadas é se o sistema imunológico será ou não comprometido durante missões de vôo espacial muito prolongadas”, disse Richard Simpson, autor sênior do estudo e professor de ciências nutricionais da Universidade do Arizona, em um perfil oficial. “O câncer é um grande risco para os astronautas durante missões espaciais muito prolongadas por causa da exposição à radiação.”

Outras razões para a queda podem ser níveis mais altos de estresse, microgravidade e radiação.

Por enquanto, exercícios e nutrição especializada já mostraram melhoras no sistema imunológico na Terra. Então, os cientistas esperam que tenha este mesmo efeito no espaço.

A pesquisa é um primeiro passo importante para encontrar o que está causando o declínio do sistema imunológico durante as viagens espaciais. Isso abre caminho para nos mantermos saudáveis em longas jornadas para outros mundos, como Marte.

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