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Antes de Toy Story, Jim Henson já dava vida aos brinquedos em um especial de Natal

Muito antes de Toy Story popularizar a ideia de que brinquedos têm uma vida secreta quando ninguém está olhando, Jim Henson já explorava esse conceito do seu próprio jeito, misturando estranheza, emoção e humor.

Em 1986, o criador dos Muppets produziu um especial de Natal para a televisão chamado The Christmas Toy, que apostava exatamente nessa premissa e a levava a sério do começo ao fim.

A história se passa quase toda dentro do quarto de uma criança e acompanha um grupo de brinquedos na noite de Natal.

Enquanto os humanos dormem, eles ganham vida, conversam, cantam, discutem entre si, exibem seus figurinos e lidam com um medo bem real: a possibilidade de serem deixados de lado quando um brinquedo novo chegar pela manhã.

Mesmo sendo um programa voltado para crianças, o roteiro não foge de temas como insegurança, ciúme e o medo de se tornar irrelevante.

O centro da narrativa é Rugby, um tigre de pelúcia interpretado por Dave Goelz. Ele sabe que o Natal pode mudar tudo e, com a chegada iminente de um novo presente, passa a lutar para manter seu status de brinquedo favorito.

Essa obsessão o leva a tomar decisões questionáveis, criando conflitos que dão mais peso emocional à história do que se espera de um especial natalino.

Hoje, muitos elementos soam familiares, e é difícil não enxergar paralelos claros com Toy Story.

Ainda assim, na época, The Christmas Toy era puro estilo Jim Henson, combinando leveza, humor e uma dose surpreendente de reflexão em algo que parecia simples à primeira vista, mas tinha muito mais por baixo da superfície.

O próprio material de divulgação do especial resume bem a proposta ao dizer que, se brinquedos não podem brincar com meninos e meninas o tempo todo, faz todo sentido que eles brinquem entre si.

No quarto da família Jones, os brinquedos ganham vida sempre que ninguém está por perto e, na véspera de Natal, aguardam ansiosamente a chegada de um novo companheiro, enquanto Rugby trama para continuar sendo o preferido.

Para quem nunca assistiu, vale a pena conferir. O especial e alguns trechos estão disponíveis e funcionam tanto como curiosidade histórica quanto como uma lembrança de que essa ideia tão famosa hoje já existia, e muito bem, anos antes de a Pixar levá-la para o cinema.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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