Ariana Grande entrou com uma ação judicial contra hackers que, segundo a cantora, são responsáveis por anos de invasões, roubos e vazamentos de materiais inéditos. O processo foi apresentado na Califórnia contra indivíduos ainda não identificados, descritos como “John Does”, e busca descobrir a identidade dos envolvidos para responsabilizá-los pelos supostos crimes e impedir novos ataques.
De acordo com a ação, os suspeitos teriam invadido contas digitais e dispositivos de pessoas próximas à artista, incluindo fotógrafos, produtores e outros colaboradores. A partir desses acessos, eles teriam obtido músicas inéditas, demos, vídeos de estúdio, gravações de bastidores, videoclipes ainda não lançados e fotografias privadas, que posteriormente foram distribuídos ou vendidos na internet.
O documento afirma que somente em 2023 cerca de 45 músicas inéditas de Ariana Grande foram roubadas e divulgadas sem autorização. A equipe jurídica da cantora também sustenta que esse tipo de vazamento acontece desde o início de sua carreira, em 2011, e que centenas de conteúdos exclusivos já foram comprometidos ao longo dos anos.
A ação ainda descreve diferentes episódios de invasão. Entre eles estão o acesso indevido à conta do Dropbox de uma fotógrafa em 2019, a invasão do aparelho de um produtor em 2020, que continha demos e masters em desenvolvimento, além de um ataque de phishing direcionado a um técnico ligado à artista em 2024. Segundo a acusação, os materiais obtidos continuaram sendo comercializados por grandes quantias em plataformas clandestinas e serviços de pagamento online.
Além de identificar os responsáveis, Ariana Grande pede que a Justiça determine a devolução dos arquivos, impeça novas divulgações e reconheça os danos causados à sua privacidade e à sua carreira. O processo também cita violações da legislação da Califórnia relacionada a crimes cibernéticos, acesso não autorizado a sistemas digitais, roubo de propriedade e invasão de privacidade.
A cantora já havia demonstrado publicamente sua frustração com os vazamentos. Em 2024, durante uma entrevista, ela comentou o caso da música Fantasize, faixa gravada originalmente para um projeto televisivo e que acabou vazando antes de qualquer lançamento oficial. Na ocasião, Ariana brincou dizendo que os responsáveis “iriam para a cadeia”, mas também afirmou que esse tipo de situação era desanimador para qualquer artista.
Segundo pessoas próximas à equipe da cantora, a ação judicial também busca estabelecer um precedente para proteger outros músicos e profissionais da indústria fonográfica. O objetivo é reforçar que o roubo e a comercialização de conteúdos inéditos representam violações graves da propriedade intelectual e da privacidade dos artistas.
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