Já imaginou jogar Mario Kart 64 usando um controle tão grande que apertar os botões exige força de verdade? Essa é a proposta de um projeto criado pelo maker conhecido como ChaosBench, que transformou o clássico controle do Nintendo 64 em uma versão gigantesca e funcional.
O acessório reproduz o visual do controle original, mas tem dimensões muito maiores. Apesar das dificuldades para jogar, ele consegue enviar comandos para jogos clássicos executados em um computador por meio de emulação.
Como foi construído o controle gigante do Nintendo 64
O projeto começou com um modelo digital de um controle tradicional do Nintendo 64. O criador utilizou o programa Meshmixer para tornar a estrutura oca e abrir espaço para os componentes eletrônicos.
Depois, a carcaça foi dividida em várias partes para permitir a impressão em 3D. As peças foram produzidas em plástico PLA e unidas com soldagem de plástico e cola instantânea.
O acabamento também exigiu trabalho. O maker aplicou massa para carroceria para tentar esconder as emendas, lixou a superfície e utilizou primer e tinta cinza para reproduzir a aparência do acessório original.
O resultado é uma réplica que mantém o formato característico do controle lançado pela Nintendo, incluindo suas três empunhaduras e a disposição dos botões.
Botões gigantes exigem molas mais fortes
A aparência não foi o único desafio. Para que o controle funcionasse de verdade, foi necessário desenvolver mecanismos capazes de registrar os comandos mesmo com o tamanho exagerado dos componentes.
Cada botão possui uma chave elétrica que registra o pressionamento. O problema é que as chaves utilizadas inicialmente não tinham força suficiente para devolver os botões à posição original.
A solução foi instalar molas mais resistentes. Elas resolveram o problema do retorno, mas deixaram os comandos muito mais pesados.
Na prática, apertar repetidamente um botão exige um esforço considerável. Em jogos que dependem de comandos rápidos, isso pode atrapalhar bastante a experiência.
Controle funciona com jogos clássicos, mas tem limitações
A réplica utiliza um codificador USB que transforma os pressionamentos em sinais reconhecidos pelo computador como comandos de um controle de videogame.
O componente, porém, suporta apenas 12 botões. Por isso, o gatilho Z e um dos botões C do modelo original ficaram sem função.
O direcional analógico também foi substituído por um mecanismo que reconhece apenas quatro direções. Isso significa que não é possível realizar movimentos diagonais, uma limitação importante em jogos como Super Mario 64.
Títulos como Super Smash Bros. e Super Mario 64 conseguem registrar os comandos do dispositivo, mas as restrições do projeto afetam a jogabilidade.
Mario Kart 64 parece se adaptar melhor à proposta. Ainda assim, manter o acelerador pressionado durante uma corrida se transforma em um exercício físico, especialmente por causa da resistência da mola.
Uma homenagem curiosa ao Nintendo 64
O controle gigante não pretende substituir os acessórios convencionais. A ideia é criar uma versão inusitada de um dos designs mais reconhecíveis da história dos videogames.
O Nintendo 64 chegou ao mercado em 1996 e ficou marcado pelo controle de três empunhaduras, que ajudou a acomodar diferentes formas de segurar o acessório durante a transição dos jogos para ambientes tridimensionais.
A criação de ChaosBench mostra como projetos de impressão 3D podem transformar periféricos conhecidos em experiências completamente diferentes.
O resultado funciona, mas deixa claro que aumentar o tamanho de um controle não significa necessariamente melhorar sua ergonomia. No caso dessa réplica, até uma corrida aparentemente simples em Mario Kart 64 exige muito mais esforço do que o habitual.



Fontes:
Demonstração do controle gigante no canal de ChaosBench