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Coreia do Norte exibe smartphones “nacionais” em feira e chama atenção pelo visual moderno

A Coreia do Norte apresentou ao público internacional seus smartphones “nacionais”, de marca própria. Durante a Feira Internacional de Primavera de Pyongyang. O evento é um dos maiores do país e reuniu empresas estrangeiras e visitantes em um raro momento de vitrine comercial do regime.

Entre os destaques estão aparelhos das linhas Jindallae, Arirang e Phurunhanal. À primeira vista, os celulares seguem tendências globais. Corpos elegantes, acabamento brilhante e módulos de câmera com várias lentes chamam a atenção, especialmente no modelo Jindallae.

Visual atual, funcionamento limitado

Apesar do design familiar, a experiência de uso é bem diferente da de smartphones vendidos no resto do mundo. Esses aparelhos não acessam a internet global. Eles funcionam apenas dentro da rede interna do país, com acesso restrito a serviços e conteúdos aprovados pelo governo.

Usuários conseguem se comunicar, navegar por páginas locais e usar aplicativos autorizados. Plataformas internacionais e redes sociais estrangeiras ficam fora do alcance. O controle sobre conectividade e informação segue sendo parte central do sistema.

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Marca própria, peças estrangeiras

O governo norte coreano divulga os modelos como produtos nacionais. No entanto, analistas internacionais apontam que grande parte desses smartphones pode ser montada com componentes importados, principalmente da China, e depois rebatizada para venda local. O processo de fabricação não é detalhado oficialmente.

Relatórios recentes também indicam que o crescimento da oferta de celulares no país não significa independência tecnológica total, mas sim uma combinação de montagem doméstica e tecnologia estrangeira adaptada às regras locais.

Vitrine política e tecnológica

A exibição dos smartphones serve a mais de um propósito. Além de estimular o mercado interno, os aparelhos ajudam a projetar uma imagem de modernização, mesmo sob sanções internacionais e isolamento digital.

Hoje, a Coreia do Norte conta com milhões de linhas móveis ativas, mas todas operam em um ecossistema fechado. Os celulares são, ao mesmo tempo, símbolo de avanço tecnológico, consumo controlado e vigilância constante.

Para o público externo, os novos modelos mostram como o país tenta acompanhar o design global de smartphones sem abrir mão do controle rígido sobre comunicação e acesso à informação.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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