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DOFF 2026: Batalha dos Deuses e a adaptação de Um Sábado Qualquer para board games, com Carlos Ruas e Gui Bon

O Diversão Offline 2026 segue rendendo boas histórias mesmo depois do fim do evento, e uma das conversas mais aguardadas do evento foi a entrevista com Carlos Ruas e Gui Bon, os responsáveis por trás do canal Um Sábado Qualquer. No bate-papo com o NERDIZMO, os dois comentaram os bastidores de “Batalha dos Deuses“, novo jogo de tabuleiro lançado pela asmodee Brasil durante o DOFF 2026, e o processo de adaptação das tirinhas para o formato de board game.

A conversa descontraída ajudou a entender como um projeto nascido de tiras de humor na internet acabou virando um jogo de tabuleiro com estratégia, disputa e aquele tom irreverente que já é marca registrada do Um Sábado Qualquer. Batalha dos Deuses coloca divindades de diferentes mitologias e tradições religiosas em uma disputa por fiéis, usando heróis, fenômenos e artefatos para converter o maior número possível de seguidores no tabuleiro. É aquele tipo de conceito que nasce direto do universo das tirinhas, mas ganha uma cara nova quando vira jogo.

Das tirinhas para o tabuleiro

Na entrevista, Carlos Ruas e Gui Bon contam como foi o processo criativo de transformar o universo de Um Sábado Qualquer em Batalha dos Deuses. A ideia original sempre foi trabalhar humor e religião de forma leve, sem perder a capacidade de gerar reflexão, e o jogo seguiu na mesma linha. O desafio, como eles explicam, foi encontrar o equilíbrio entre o humor das tiras, a mecânica do jogo e a necessidade de fazer algo divertido, mas também interessante do ponto de vista estratégico.

Batalha dos Deuses asmodee

A adaptação exigiu tempo, testes e muita conversa com a equipe da asmodee. O resultado é um jogo para 3 a 5 jogadores, com partidas que podem durar entre 30 e 60 minutos, e que mistura gerenciamento de mão, interação direta entre os participantes e uma dose de imprevisibilidade que lembra bastante o clima das tirinhas. Cada partida coloca os jogadores no papel de divindades que precisam conquistar fiéis em uma ilha pacífica, usando entidades, acessórios e magias para aumentar sua influência.

Batalha dos Deuses no DOFF

O DOFF 2026 foi o palco escolhido para apresentar o jogo ao público presencial, e os criadores aproveitaram o evento para receber fãs, fazer mesas de teste e conversar com quem já acompanhava o projeto desde os primeiros anúncios. O estande da asmodee e da marca Um Sábado Qualquer viraram pontos de encontro para quem queria conhecer o jogo, testar uma partida e até aproveitar para pegar autógrafos de Carlos e Gui.

Batalha dos Deuses asmodee

Na prática, o evento funcionou como um grande teste de aceitação, e a resposta do público ajudou a confirmar que a proposta estava no caminho certo: um jogo acessível o suficiente para quem está começando no hobby, mas com profundidade suficiente para agradar quem já tem experiência com board games.

Carlos e Gui também comentam que Batalha dos Deuses foi pensado não apenas para os seguidores do canal, mas também para o público geral de jogos de tabuleiro. A ideia era criar algo que funcionasse bem como porta de entrada para quem nunca jogou nada do tipo, mas que também oferecesse uma experiência interessante para quem já está acostumado com mecânicas mais elaboradas.

A aposta da asmodee no mercado nacional

Outro ponto destacado durante a conversa é a parceria com a asmodee Brasil. Para os criadores, ter uma editora do porte da asmodee ao lado trouxe segurança e estrutura para o projeto, além de abrir portas para uma distribuição mais ampla e uma visibilidade maior dentro do mercado de board games no Brasil.

Batalha dos Deuses asmodee

A editora, por sua vez, vê em Batalha dos Deuses uma aposta em um produto com identidade forte, apelo comercial e potencial para atrair tanto o público já familiarizado com o Um Sábado Qualquer quanto quem está descobrindo o universo agora. É o tipo de lançamento que ajuda a reforçar o compromisso da asmodee com o mercado nacional e com a diversificação do seu catálogo, segundo Ade Ferrari em entrevista anterior ao NERDIZMO.

Carlos e Gui também comentam que Batalha dos Deuses carrega um valor didático importante. O jogo traz elementos de diferentes tradições religiosas e mitologias, apresentando personalidades, momentos e características que definem cada uma delas. A ideia não é fazer uma aula de religião, mas sim usar o humor e a leveza para aproximar o público de temas que, muitas vezes, são tratados de forma mais séria ou distante.

O resultado é um jogo que diverte, mas que também abre espaço para conversas sobre diversidade religiosa, mitologia e cultura de forma mais natural. É aquele tipo de valor agregado que passa a fazer diferença quando o jogo chega nas mesas e vira assunto entre amigos e família, abrindo portas para muitas expansões no futuro, inclusive com uma ideia já em desenvolvimento para um baralho Ateu, muitos produtos de Um Sábado Qualquer, e possíveis parcerias e licenciamentos com a asmodee Brasil.

Viciado em cultura japonesa, fanático por games e consumidor de ficção científica e fantasia. Designer e já foi editor do Bookeando. Nas horas vagas consegue se dividir entre as batidas do seu taikô, as viagens por uma galáxia muito distante, a eterna busca pela Triforce e as batalhas nas 12 casas do Santuário.

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