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Nova série de Star Wars mostra o que Darth Maul fez após Order 66 e o fim de The Clone Wars

Vinte e sete anos depois de ser cortado ao meio em A Ameaça Fantasma, Darth Maul segue encontrando novas formas de voltar aos holofotes. Agora, o personagem ganha um novo capítulo com Star Wars: Maul – Shadow Lord, série que explora diretamente o que ele fez após Order 66 e o explosivo final de Star Wars: The Clone Wars.

A história se passa logo depois da queda da República. Maul sobrevive ao caos graças à decisão de Ahsoka Tano de libertá-lo como distração. Livre, mas sem aliados, ele não foge nem se esconde. Pelo contrário. Enxerga no nascimento do Império uma oportunidade perfeita para reconstruir poder e buscar vingança contra Darth Sidious.

Essa fase começa a ser detalhada no quadrinho Star Wars: Shadows of Maul #1, que funciona como prólogo oficial da série. A trama mostra Maul explorando novos territórios da galáxia e dando os primeiros passos para erguer um novo império criminoso, agora longe do controle direto dos Sith.

O ponto de partida é o sistema Cina, uma região inédita no cânone de Star Wars. Ali, Maul invade uma base de contrabandistas escondida em um asteroide, cenário clássico do submundo galáctico. Ele já aparece com um novo sabre de luz duplo, o que indica que vinha se preparando para esse momento muito antes do colapso da República.

Um detalhe interessante reforça o período em que a história se passa. Contrabandistas comentam sobre o comércio de chain codes, o sistema de identificação biométrica criado pelo Império. Isso deixa claro que o regime de Palpatine já está ativo e que o mercado ilegal se adaptou rapidamente às novas regras.

Maul deixa claro que não pretende ficar ali. Seu próximo destino é o planeta Janix, escolhido como base para sua nova operação. O local surge como um verdadeiro ninho de crime, dominado por diferentes sindicatos, com forças de segurança corrompidas e até droides policiais reprogramados para servir aos interesses das gangues.

Janix representa bem o tipo de equilíbrio que o Império tolerava. Palpatine nunca quis eliminar o submundo, apenas controlá-lo. Organizações criminosas eram úteis para mover recursos, negociar artefatos raros e até caçar Jedi sobreviventes. Desde que não ameaçassem a ordem imperial, eram toleradas.

É nesse cenário instável que surge o principal contraste da história. De um lado está Maul, frio e estratégico, interessado em controle absoluto. Do outro, Brander Lawson, um detetive raro em Janix por um motivo simples: ele é honesto. Em um sistema apodrecido por corrupção, Lawson funciona como uma espécie de último fio de justiça.

A diferença é que Janix não tem um herói para equilibrar o caos. O que chega é um Sith disposto a dominar tudo pelas sombras.

Esse conflito promete ser o coração de Maul – Shadow Lord. Mais do que ação, a série deve explorar política, crime organizado e a mente calculista de Maul enquanto ele constrói uma ameaça silenciosa ao próprio Império.

Para fãs de longa data, essa fase sempre foi uma lacuna curiosa. Sabíamos que Maul havia sobrevivido e que retornaria em Star Wars Rebels. O caminho entre esses pontos, porém, permanecia nebuloso. Agora, finalmente, vemos como ele se reergueu após perder tudo.

Maul não é retratado como um sobrevivente desesperado. Ele é paciente, inteligente e movido por vingança. Se esse prólogo for um indicativo, Star Wars: Maul – Shadow Lord tem tudo para aprofundar o submundo da franquia e dar a um de seus vilões mais icônicos o desenvolvimento que ele sempre mereceu.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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