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Microdrone com IA caça e elimina mosquitos sozinho em pleno voo; tecnologia pode salvar milhares de vidas

Uma startup está desenvolvendo uma solução que parece saída da ficção científica para combater um dos animais mais letais do planeta. A empresa Tornyol apresentou um microdrone equipado com inteligência artificial capaz de detectar, perseguir e eliminar insetos voadores de forma totalmente autônoma. O objetivo final é criar uma alternativa aos inseticidas para reduzir populações de mosquitos transmissores de doenças como malária, dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O protótipo pesa apenas 40 gramas e recentemente alcançou um marco importante. Em um teste realizado em ambiente controlado, o drone conseguiu localizar, acompanhar e atingir uma mariposa em pleno voo sem qualquer intervenção humana. Segundo os desenvolvedores, foi a primeira vez que um microdrone realizou esse tipo de interceptação de forma completamente autônoma.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o sistema não depende de câmeras para localizar seus alvos. A tecnologia utiliza um sonar de matriz ultrassônica que emite pulsos sonoros e analisa os ecos refletidos pelos insetos. O movimento das asas gera uma assinatura característica por efeito Doppler, permitindo que o software identifique não apenas um mosquito, mas também diferencie espécies e, em alguns casos, até o sexo do inseto.

Depois de identificar o alvo, algoritmos de navegação calculam sua trajetória em tempo real e conduzem o drone até o inseto, desviando de paredes e outros obstáculos durante a perseguição. Em vez de utilizar produtos químicos ou armamentos, o equipamento elimina o mosquito por meio de uma colisão direta, aproveitando a velocidade de voo e as hélices do próprio aparelho.

A proposta é que vários desses drones operem de forma coordenada a partir de uma estação de recarga instalada em jardins, quintais ou áreas públicas. Eles patrulhariam continuamente o ambiente, retornando automaticamente para recarregar as baterias quando necessário antes de voltar à operação. A empresa acredita que enxames de microdrones poderão proteger grandes áreas sem espalhar produtos químicos no ambiente.

O grande diferencial da tecnologia está justamente na seletividade. Enquanto inseticidas tradicionais podem atingir diferentes espécies de insetos, o sistema foi projetado para reconhecer apenas os alvos desejados por meio da assinatura acústica produzida pelas asas. Dessa forma, a intenção é evitar impactos sobre insetos benéficos, como abelhas e outros polinizadores.

Apesar do avanço, o projeto ainda está em fase experimental. O teste mais recente utilizou uma mariposa, que é maior do que um mosquito, e parte do processamento ainda depende de equipamentos externos de laboratório. Os desenvolvedores afirmam que a eletrônica necessária será integrada ao próprio drone nas próximas etapas, antes dos testes em ambientes reais com mosquitos.

Se a tecnologia alcançar os resultados esperados, ela poderá representar uma nova ferramenta no combate a doenças transmitidas por mosquitos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, enfermidades como a malária continuam causando centenas de milhares de mortes todos os anos. Embora ainda existam desafios técnicos e testes em larga escala pela frente, o microdrone da Tornyol demonstra como a combinação entre inteligência artificial, robótica e sensores ultrassônicos pode abrir caminho para novas estratégias de controle de vetores sem depender exclusivamente de produtos químicos.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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