Entre tantos celulares parecidos, o RugOne XSnap Pro 7 chama atenção por uma ideia simples e ousada. Ele pode ser o primeiro smartphone a trazer uma câmera de ação totalmente destacável integrada ao próprio corpo do aparelho. O conceito foi apresentado como protótipo no MWC 2026 e já se destaca em meio a atualizações cada vez mais incrementais do mercado.
Na parte traseira do aparelho, um pequeno módulo de câmera fica preso magneticamente. Com um simples toque em um botão, ele se solta e passa a funcionar de forma independente. Fora do telefone, vira uma câmera de ação completa, pronta para ser presa em capacetes, bicicletas ou suportes no peito, ideal para gravações em movimento e uso hands-free.
Enquanto a câmera está destacada, o smartphone assume o papel de central de controle. A imagem aparece em tempo real na tela por conexão sem fio, permitindo ajustar enquadramento e configurações. Depois da gravação, basta encaixar o módulo de volta para que os vídeos sejam transferidos automaticamente. A própria bateria do telefone recarrega a câmera quando ela está acoplada.
Essa modularidade muda bastante a lógica dos celulares robustos. Normalmente, esse tipo de aparelho foca apenas em resistência, com carcaças grossas, proteção contra água e poeira e baterias enormes. O XSnap Pro 7 mantém essas características, mas adiciona uma função prática que costuma exigir um acessório separado, como uma GoPro ou uma Insta360 Go.
Fora a câmera removível, o hardware segue um padrão poderoso para a categoria. O protótipo exibido traz tela AMOLED de 6,67 polegadas, resolução 1.5K e taxa de 120 Hz. O processador é um MediaTek Dimensity 8400, acompanhado de 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. A bateria chama atenção com seus 9.000 mAh, pensada para longos períodos longe da tomada e para alimentar também o módulo destacável.
O conjunto de câmeras do corpo principal inclui um sensor de 50 megapixels com estabilização óptica, além de uma lente de visão noturna de 64 megapixels, voltada para ambientes com pouca luz. Na frente, a câmera de 32 megapixels cobre selfies e chamadas em vídeo sem comprometer a proposta aventureira do aparelho.
Visualmente, o RugOne XSnap Pro 7 não foge muito do estilo robusto. Ele é espesso, pesado e tem aparência utilitária, necessária para acomodar a bateria grande e o encaixe magnético da câmera. A diferença está no ecossistema que começa a se desenhar. A RugOne já sugeriu que outros módulos podem surgir no futuro, como sensores infravermelhos ou lentes especiais, usando o mesmo sistema de encaixe.

Hoje, nenhum smartphone popular oferece uma câmera principal que possa ser retirada, usada de forma independente e ainda integrada ao sistema de energia, armazenamento e controle do telefone. Se chegar ao mercado como prometido, o XSnap Pro 7 pode abrir espaço para uma nova categoria de celulares modulares voltados a esportes, trabalho de campo e uso extremo.
A previsão é de lançamento para meados de 2026, mas em mercado estrangeiro. Não há previsão para lançamento no Brasil. Preço e especificações finais ainda não foram confirmados, mas a proposta já mostra como um único recurso bem pensado pode diferenciar um produto em um mercado saturado.
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