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Taylor Swift tenta registrar a própria voz para se proteger de deepfakes feitos por IA

Taylor Swift deu mais um passo para proteger sua imagem na era da inteligência artificial. A cantora entrou com pedidos de registro de marca nos Estados Unidos para proteger o som da própria voz e também uma imagem icônica usada em seus shows recentes. A iniciativa surge em meio ao aumento de deepfakes envolvendo celebridades.

Os pedidos foram feitos por meio da empresa TAS Rights Management e enviados ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos no fim de abril. Dois deles se referem a trechos curtos falados pela cantora, como “Hey, it’s Taylor” e “Hey, it’s Taylor Swift”. O terceiro envolve uma imagem dela no palco com um violão rosa, figurino brilhante e botas prateadas, visual fortemente associado à turnê The Eras Tour.

Registrar uma voz como marca não é algo comum, mas tem ganhado relevância com a popularização de ferramentas capazes de imitar vozes com alto nível de realismo. Especialistas em propriedade intelectual apontam que esse tipo de registro pode oferecer uma camada extra de proteção contra usos não autorizados, mesmo quando o conteúdo não é uma cópia idêntica.

O movimento de Taylor Swift também está ligado a episódios anteriores. Nos últimos anos, a artista foi alvo de vídeos e áudios falsos gerados por inteligência artificial, incluindo deepfakes que circularam em redes sociais e chegaram a ser usados em golpes e conteúdos enganosos. Esses casos ampliaram o debate sobre limites legais da IA e proteção de identidade digital.

A cantora não está sozinha nessa estratégia. Outros nomes famosos, como o ator Matthew McConaughey, já buscaram registrar voz e imagem para dificultar a clonagem digital sem consentimento. A tendência indica uma nova frente jurídica, em que artistas tentam adaptar antigas leis de marca e imagem aos desafios trazidos pela tecnologia.

Com a iniciativa, Taylor Swift reforça seu histórico de controle sobre direitos autorais e identidade artística. Ao tentar registrar a própria voz, ela chama atenção para um problema que vai além do entretenimento e deve impactar criadores, plataformas digitais e a regulamentação da inteligência artificial nos próximos anos.

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Jornalista há mais de 20 anos e fundador do NERDIZMO. Foi editor do GamesBrasil, TechGuru, BABOO e já forneceu conteúdo para os principais portais do Brasil, como o UOL, GLOBO, MSN, TERRA, iG e R7. Também foi repórter das revistas MOVIE, EGW e Nintendo World.

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